“Vivenda Antonieta”, assim ficou conhecida a residência da família Campos, pioneiros da cidade de Maringá (PR). Essa edificação tem importância histórica, sendo a primeira construção em alvenaria de tijolos da cidade. A obra foi iniciada em 1949 e em janeiro de 1954 inaugurada oficialmente pelos proprietários, Sr. Milton Gonçalves Campos e Dona Antonieta Zorzi Campos, com o casamento da filha mais velha, Maria Mirtes.

Materiais e móveis foram trazidos de outras cidades, e até mesmo importados, como o mármore da escada frontal e da lareira, em mármore Carrara.

O Sr. Milton, encomendou todas as louças da casa, jogos de Jantar e Café com filete de ouro, em porcelana Schimidt , com a foto aplicada. Em 1957, na comemoração das bodas de prata os convidados foram presenteados com louças estampadas da casa e o nome do casal e data das bodas.

Na década de 90, houve a proposta da municipalidade para que a propriedade fosse tombada como patrimônio histórico.

Resoluções arquitetônicas e de interiores
A reciclagem de material foi o ponto de partida para desenvolver o projeto.
Os tijolos que foram removidos para fazer a integração dos salões, foram reutilizados na composição de novos ambientes em formas de painéis e\ou pisos em mosaico.

No pavimento superior, retiraram-se as divisórias criando o mezanino, mantendo a estrutura original valorizando o madeiramento (Peroba) do telhado.

Ao expor madeiras e tijolos originais tira-se partido estético e acústico além de tornar o restaurante mais acolhedor. Destaque para a porta principal executada em metal reutilizando as grades de ferro retiradas das janelas na adequação do projeto.

Na área externa – a construção do gazebo foi um pedido especial do empresário, Genir  Pavan, e do Chef, Giuseppe Milani,  para  proporcionar um espaço informal, característico do clima, hábitos e costumes da região de Maringá. Decks em madeira, mosaicos de tijolos rústicos formam um grande tapete ladeado por espécies vegetais com diversas tons e texturas de verde.

A lareira restaurada é um destaque do espaço com uma intervenção moderna, ela foi emoldurada por espelhos. No centro o desenho com a representação do Baco.

A iluminação é fundamental para criar diferentes cenas ao espaço, com circuitos e dimers separados, imprimindo diversas atmosferas.

A mescla do antigo e contemporâneo está presente desde a arquitetura até no mobiliário. Todas as cadeiras têm um desenho contemporâneo, assinadas pelo designer Fernado Jaeger.

As cortinas e os jogos americanos do Casulo Feliz trazem textura, cor e aconchego ao local.

Os relicários (caixas em madeira e vidro) temáticos remetem a diversas cozinhas internacionais que o restaurante oferece.

Foi recuperada uma foto da época da construção da casa, onde foi ampliada e ganhou lugar de destaque no salão principal, ladeada por relicários com objetos e louças da época, uma forma de homenagear e reviver a história de uma das famílias pioneiras da cidade de Maringá.