A escolha do vinho ideal
23.05.2008

Não existem regras definidas no que diz respeito à harmonia entre o vinho e a comida. Na maior parte dos casos, seguir uma regra genérica resulta num desastre maior do que evitá-la.

A indicação do branco para o peixe e do tinto para a carne é a mais conhecida das generalizações, mas a sua veracidade é muito discutível. Um tinto jovem é demasiado forte para um lombo de vaca grelhado, mas vai bem com sardinha grelhada ou bacalhau e um branco seco e encorpado não liga com marisco e harmoniza perfeitamente com uma galinha assada.

Por isso, não se pode simplificar quando se fala de peixe ou carne. No caso do peixe, por exemplo, existem diversos tipos: gordos, magros, de sabor forte (como atum, salmão ou bacalhau) de gosto delicado (como robalo, sargo, ferreira, solha ou linguado). E se pensarmos nas diversas formas de os cozinhar (grelhados, assados, fritos, cozidos) e de os condimentar (cebola, alho, pimentão, etc.) deparamos com uma enorme multiplicidade de combinações, que influenciam decisivamente a escolha do vinho mais adequado.

Também é bom não generalizar em demasia. Numa mesma região, existem vinhos tintos novos para beber cedo (macios e frutados), vinhos novos feitos para envelhecer (potentes, adstringentes), vinhos velhos ainda cheios de juventude e vinhos velhos já muito suavizados e ligeiros. E todos eles têm "amigos e inimigos" nas diversas especialidades gastronômicas.


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